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23 de mar. de 2012

PREÇO X VALOR


Você já conseguiu tocar a felicidade 
e todas as coisas boas que surgem dela?

{fonte}
Fazemos muitas coisas levando em conta o que sentimos e não somente o que necessitamos.
E isso não é ruim. Aliás, é muito bom.
Bom a ponto, de nos orgulharmos a cada vez que nos despedimos de um novo casal oficialmente formado, ainda em seu grande dia.
Essa troca não tem preço. Essa soma tem valor inexplicável. Somos coadjuvantes das histórias de amor que viram filmes, quando somos escolhidos para guardar as primeiras lembranças de uma família que se inicia, no seu exato ponto de partida.
Cultivando muitas sensações e emoções, deste então, vamos nos tornando amigos dessas novas famílias, apreciando cada vez mais suas histórias, vamos nos aprofundando no conhecimento do ser. Porque, para nós, não são apenas pessoas que querem registrar um casamento, são seres que se unem e querem eternizar o momento mais importante de suas vidas. 
E, assim, vamos fazendo amigos. Não conseguimos listar quantas vezes nos encontramos, trocamos emails, ligações, ideias, expectativas e sonhos.

Como pagar por isso? Na conhecemos moeda própria para essa sensação ou números que meçam a felicidade.
O preço é, em geral, o que mais temos medo. Quando vamos comprar algo, sempre ficamos na dúvida se temos condição para novas posses.

Quando estamos vendendo algo, enfatizamos ao máximo o detalhe do detalhe do detalhe para justificar os números.
Somos impulsionados pela economia, para ter sempre mais, porque isso aumenta a sensação de poder, formamos, então, a cadeia do consumo.
É errado? Não podemos precisar, o que vemos é uma grande confusão entre o que é preço e o que é valor.
Não apelaremos para os significados dos dicionários, mas convém lembrar que, muitas vezes, o preço tira mais o sono do que o valor que uma obra pode ter. Ouvimos sempre as comparações sobre os preços do fulano ou do ciclano...

Entretanto, fica a pergunta: “Quanto vale uma lembrança?”

Não para apenas comprar e vender. Para refletir.
Antes de estipular o preço do serviço, seria interessante que colocássemos valor nele. O preço é fácil de calcular. Criam-se tabelas e pacotes, mas o valor daquela lembrança, esse tem como necessidade clara ser incalculável. E mais, ser totalmente variável. Cada profissional tem seu valor, assim como cada valor é único e intransferível. Por isso querer equiparar preços é uma tolice, avaliar valores buscando inspiração, sim, é crescimento, é diferenciação, é valorização, é ser antes mesmo de querer vender. É identidade e confiança!

Sendo assim, reflita: você se apoia no valor do seu trabalho ou no preço que te sustenta?

*Luciana Goulart, Designer, autora do blog Beco70.

16 de mar. de 2012

Marise Romano





Conviver com Marise Ferreira Gil Romano é descobrir, entre outras coisas,
 mil maneiras de ser feliz!




{imagem: arquivo pessoal}

Seus olhos arrastam a gente para sensações plurais, seu sorriso alarga horizontes e suas lentes... Ah! Suas lentes fazem muito mais do que uma simples captura de imagem. 
Se em outro tempo ela buscava referências, hoje, sem dúvida, seu trabalho influencia muitas pessoas. Apoiada no forte traço das boas relações com os clientes, absorve as preferências e o estilo de cada um, o que confere um resultado extraordinário em seu trabalho. Começou brincando de clicar as amigas na infância, depois com as lentes mágicas da maternidade, registrou cada momento dos filhos. Fundou, em 97, o seu primeiro estúdio fotográfico, no Manhattan Shopping e, de lá pra cá, eternizou com suas lentes, momentos,  histórias, desejos e sensações. Apaixonada por fotografia, diz que seu ofício é "uma verdadeira diversão". Hoje, em um estúdio projetado especialmente para abrigar toda essa energia e criatividade, ela continua se divertindo e divertindo gente com seu espetacular senso de humor e alegria.

{imagem: arquivo pessoal}  
Beco70 - Algum trabalho ou fotógrafo serviu de referência para você? 
Marise - Fotógrafo de referência pra mim quando comecei foi o uberabense Ramon, por sua criatividade e postura. Hoje o admiro ainda mais, por ser uma pessoa altíssimo astral e sem preocupações excessivas com o mercado de trabalho. 
Admiro também vários fotógrafos divertidos, como a Márcia Charnizon, uma figura encantadora. Ah.... E admiro a minha alegria no trabalho. Amo o que faço e isso serve de inspiração pra mim mesma...(risos)

Beco70 - O primeiro passo para a fotografia... Qual a primeira experiência com fotografia? 
Marise -  A primeira experiência na fotografia veio na infância, quando eu pegava a máquina fotográfica e saía me distraindo com as amigas da vizinhança. Muitas famílias de São Sebastião do Paraíso, onde vivi minha infância, comentam que têm fotos só porque eu gostava de brincar...
Profissionalmente, iniciei também na brincadeira, fotografando meus filhos com o apoio dos amigos, que me incentivaram a  ver nisso uma fonte de renda...

Beco70 - Qual o traço forte do seu trabalho?  
Marise - O traço forte do meu trabalho é o bom relacionamento com as pessoas que me procuram. Tento descobrir o estilo de cada um antes de fazer a foto.

Beco70 - O  que faz uma boa fotografia? 
Marise - Na minha opinião, uma boa foto é aquela que traz emoção a quem olha.

{imagem: arquivo pessoal} 
Beco70 - Algumas pessoas são contra, e outras são a favor da edição fotográfica. Qual a sua opinião? 
Marise - A edição fotográfica hoje em dia é necessária, pelas exigências que temos. Não aceitamos mais olheiras, espinhas, rosto torto, fundos esquisitos nas fotos.
Penso que na publicidade existe um exagero, o que muitas vezes transforma uma foto em um desenho gráfico.

Beco70 - Boa parte dos fotógrafos focam seus trabalhos em alguma área específica, como fotojornalismo, fotografia de moda, fotografia de paisagens... Como você define seu trabalho atualmente? 
Marise - Meu trabalho atual está focado em retratos e eventos sociais, como casamentos, festas de 15 anos, inaugurações. O trabalho com gestantes também cresceu demais nos últimos anos, e é algo que amo fazer, por isso me dedico bastante a essas mulheres que estão no momento mais doce da vida de uma mulher.

Beco70 - Todo mundo tem uma máquina fotográfica, todo mundo fotografa e alguns produzem imagens raras e criativas. Quais dicas você daria para esses entusiastas? 
Marise -  Aos entusiastas, deixo os meus parabéns e o meu desejo de que fotografem bastante e descubram o lado bom da vida através de uma lente.

Beco70 - Por que você escolheu trabalhar com casamentos?  
Marise -  Eu não escolhi trabalhar com casamentos, escolhi trabalhar com crianças. Mas uma coisa leva a outra e me vi curtindo muito fotografar noivos no seu dia mais feliz....

"Se eu pudesse escolher 
alguém para fotografar agora, 
seria Lady Diana
uma mulher que foi chique dentro da simplicidade "

Beco70 - No universo do casamento, como vê o seu trabalho? 
Marise -  No universo do casamento, vejo o meu trabalho como intermediário entre o formal e o descontraído.  Procuro registrar tudo de uma maneira que dê aos noivos a possibilidade de escolher fotos de acordo com o estilo deles.
Evito fotos muito posadas, porque acho que o limiar entre o bonito e o cafona é tênue...

Beco70 - Quais os cuidados que você tem nas fotografias de casamento? 
Marise -  Os cuidados que tenho são, primeiro: não deixar a noiva mais tensa, pelo contrário, tento descontrair o ambiente para conseguir boas fotos. Segundo: cuido do meu equipamento como de um bebê, para nunca ter problemas, como por exemplo perda ou roubo de cartões. Terceiro: Procuro descansar um pouquinho depois do almoço no dia em que tenho eventos à noite, para chegar à festa com o corpo inteiro e a cabeça em alto astral.

Beco70 - Antigamente, se fazia apenas uma foto do casal vestidos de noivos, depois passou a se fazer a cobertura completa do evento, mas os álbuns eram simples. Hoje a fotografia é um dos serviços mais importantes no casamento. Tanto que os noivos fazem não só fotos do casamento, como também fotos pré e pós-casamento. Como você percebe a evolução do mercado da fotografia de casamentos? 
Marise - O mercado da fotografia de casamentos cresceu tanto que trouxe fotógrafos de moda e publicidade para concorrer com fotógrafos tradicionais do ramo.
Porém, hoje existe uma gama de fotógrafos de deveriam cuidar para que o bom gosto impere em seus trabalhos. É melhor você comer arroz com feijão bem feitos do que comer lagosta estragada....(risos)

Beco70 - Já pensou em publicar um livro sobre o assunto, com suas imagens e referências? 
Marise -  Eu não me sinto capaz de escrever um livro. Dou palestras em escolas de fotografia e outros cursos falando sobre a postura que temos que ter no estúdio, nas festas e no tratamento com o cliente, mas na parte técnica tenho falhas. Sei do que gosto, mas nem sempre sei falar sobre a teoria do assunto.

Beco70 - Fotojornalismo X fotografia tradicional, qual a sua opinião? Onde se encaixam? 
Marise -  Penso que a fotografia tradicional deve ser suavizada com imagens mais arrojadas, descontraídas, ao estilo fotojornalismo...Porém, sem pecar nos excessos para não perder a classe e o bom gosto.

Beco70 - Se você pudesse escolher alguém ou um lugar para fotografar agora, quem ou o que seria? 
Marise - Já que é para sonhar, se eu pudesse escolher alguém para fotografar agora, seria Lady Diana Frances Spencer; uma mulher que foi chique dentro da simplicidade.

Beco70 - Sua frase de efeito... 
Marise -  Um frase de efeito? Fotografar é escrever com emoção entre sombra e luz....(by Marise)

{imagem: arquivo pessoal}



                                                           
 Av. Frei Paulino, 557
34 3312-6142
mariseromano@mariseromano.com.br

15 de mar. de 2012

Chamado amor



Eu passei por uns maus bocados tentando pensar em como escrever sobre o amor. Eu não saberia dizer como é, porque pelos olhos de... Bem, praticamente o mundo todo, eu ainda sou uma criança e crianças não amam.  Com esse pensamento em mente (e ele permeou por boas horas) conclui que só existe uma coisa no mundo que poderia me dizer sabiamente o que é o amor:


 A Senhora Nossa Mãe Sétima Arte.


Eu quis, primeiramente, o amor que acabasse bem, que acabasse maravilhosa e belamente, mágico, profundo, infinito e além. Porém, em minha infantil linha de pensamento, conclui que não há amor perfeito, ou há? Amor é amor e ponto. Há o amor que dura enquanto durar a vida, o que dura enquanto tiver de durar e que, no fim, dará espaço para algo mais, para outros amores; o amor distante, o amor monogâmico, o amor hetero e o amor homossexual. E a mãe sétima arte nos mostrou tanto do amor, da mais pura forma de amor!
Houve amor, carinho, uma fagulha de afeto, do primeiro ao último sorriso.
E então, pulando toda a melodramática e preguiçosa introdução, vos trago o primeiro, de tantos filmes, que exibem de alguma forma, isso.

O Clube dos Cinco (the breakfast club) – 1985
Eu sou dos anos 90, o que significa que quando esse filme bombou, eu não tinha planos de nascer tão cedo. Isso não me impediu de assisti-lo, e adora-lo, de todas as formas possíveis. A graça: Não fala de amor, mas sim de nós, crianças, aprendendo tudo sobre a vida, incluindo: o amor.
Não vou resenha-lo aqui, mas farei de tudo para despertar o interesse de vocês para esse filme em especial. Vocês certamente o conhecem, e talvez o tenham por um blockbuster da sessão da tarde, mais um filme adolescente norte-americano...
Mas venhamos e convenhamos... Quem não adora ver a própria juventude estampada em uma tela de cinema? Porque, com certeza, você já se apaixonou pela garota “caso perdido”, pelo “mala”, pela “patricinha”, o “perdedor” ou mesmo o “bonitão” do colégio.  Esse filme somente mostra a face de tudo que você escondeu em si mesmo durante toda a sua adolescência  reprimida(?)  lá, perdida, nos anos 80 ou 90.
E é tão bonita a forma com que eles se odeiam, se reprimem, mantem um preconceito nítido o filme todo... A mocinha sensível que se apaixona pelo último cara na face da terra que ela gostaria de se apaixonar. E ela passa o filme todo reprimindo esse sentimento, porque na adolescência, amor é cafona e ainda sim... Eles amam!
E ele, Judd Nelson, como um bom cavalheiro, cansado de reprimir todos aqueles problemas e sentimentos imbecis e banais comuns da nossa idade, ao ver que conquistou a garota que nunca foi os seus sonhos, comemora, jogando o punho no ar, como vitória. Pois venceu si mesmo, os problemas, os preconceitos, por uma paixão adolescente e que certamente vale a pena.
Vale a pena se arriscar por um filme dos anos 80, cheio de amor bobinho.
Vale a pena amar!






*Maria G. é escritora e aborda, nesse espaço, assuntos relativos a cinema, música e literatura.

12 de mar. de 2012

Regina e Bruna Carvalho


Falar em arquitetura e design sem citar Regina e Bruna Carvalho, leia-se Spati Arquitetura e Design, é deixar lacunas imperdoáveis, com um rico currículo que inclui mais de 500 projetos espalhados em ambientes por todo o país, Reka, como é carinhosamente chamada, e Bruninha fazem bonito! 


Bruna e Regina, a dupla perfeita!
Após significativa transformação, a Spati, conta com uma equipe pra lá de impecável num amplo leque de atividades. Incomparáveis!
Na concepção de ambientes de festas e cerimônias tudo é cuidadosamente planejado, elementos elegantemente iluminados, paisagismo cautelosamente bem elaborado, mudando completamente a estrutura do lugar, conferindo beleza e harmonia, com resultados fantásticos!
Reka e Bruna formam uma dupla perfeita!

{fonte}

Um suuuuuuuuper beijo a vocês duas, lindas!



Deliciem...



8 de mar. de 2012

O cerimonial, por Carolina Souza Lima



entrevista-cerimonialista-carolina souza lima


Paixão pela profissão
*Carolina  SouzaOficialmente, advogada, graduada pela UERJ (com carteira da OAB e tudo!). Mas, há muito já não sabe o que significa interpor um recurso ou protocolar um Agravo de Instrumento. Começou o trabalho de assessoria de eventos, principalmente de casamentos, totalmente por acaso. E um acaso que envolveu também uma história de amor: a dela e do meu marido.
No que consiste exatamente o trabalho de um cerimonialista? E qual a importância de se contratar esse tipo de profissional durante os preparativos?
Resposta: O trabalho do cerimonial, ou da assessoria, como eu costumo chamar, porque eu acho que abrange muito mais o meu tipo de trabalho é acompanhar a noiva. Não se limita a passar uma listagem de fornecedores e a noiva correr atrás de tudo sozinha. Eu sei exatamente onde as minhas noivas foram ontem e onde elas vão hoje. Agendo os encontros, levo caixinhas com provas de doces, verifico cada detalhe. A importância de um bom cerimonial é focar a noiva, é viajar no sonho dela, mas ter o cuidado de chamá-la para a realidade, de concentrar as energias no que precisa ser visto, dar a noção de tempo de ver cada item. Direcionar, ajudar, orientar o tempo todo. Meu trabalho é o mais completo que eu consigo oferecer pras minhas noivas. Gostaria até de poder ser mais, me doar mais, mas o tempo e a quantidade de trabalho não permitem e elas gostam muito desse estilo de trabalho: transparente, cuidadoso e bem personalizado. Nada tem regra fixa. Tudo pode, desde que com certo cuidado e limite.



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Qual a maior dificuldade que os cerimonialistas costumam enfrentar?
Resposta: Hoje em dia a nossa maior dificuldade é o orçamento. Infelizmente, as festas estão se tornando caras demais. E eu tendo a me posicionar no lugar da noiva, porque já fui uma, e também porque os preços ficam exorbitantes e chega uma hora que elas realmente começam a ficar tensas com isso. E o que eu não gosto é noiva tensa. Eu sempre digo que a noiva não paga pelas 5 horas de festa, ela paga por 1 ano , por uma fase de preparativos, e essa tem que ser uma fase boa, gostosa, bem vivida. E se a noiva fica nervosa, isso estraga esse preparativo que deveria ser apenas alegria. Mas até nisso a gente ajuda. Às vezes, 2 ou 3 semanas antes, as noivas ligam desesperadas, e é meu dever também acalmá-las, mostrar que isso é normal, mas ai converso, mostro que está tudo resolvido e aponto as únicas coisas que ela precisa se concentrar nas próximas 2 semanas até o casamento. E funciona! Essa questão do psicológico, da expectativa versus a grande quantidade de dinheiro que os casais e as famílias enfrentam, juntamente com a lista de convidados que em alguns casos é realmente um problema Gravíssimo, porque os pais querem chamar todos os amigos de terceiro grau e familiares de quinto, são os problemas mais tensos. Mas, tudo é passível de resolução. Basta ter a cabeça no lugar e saber compreender essa ansiedade das noivas.
Questão de matemática – resolva a equação: bonito casamento x orçamento apertado.
Resposta: É complicado, mas não é impossível. Eu costumo mostrar para noivas alguns detalhes que fazem o casamento dela ficar mais interessante, mais personalizado, mas sem ser obrigatoriamente com tudo criado pra ela, o que diminui os custos. Então, procuramos um souplat alugado bacana, damos um jeito de personalizar mais o porta guardanapo, sem encarecer, apertamos o orçamento de flores para poder caprichar em detalhes com tecido, retiramos as velas desnecessárias e deixamos apenas as que aparecem e chamam atenção. O problema maior é a NOIVA querer abrir mão de muitas coisas. Mas, no geral, elas me ouvem bem. O que tem que ter bom e farto é comida e bebida. E um DJ legal, que respeito os noivos, o restante, a gente consegue economizar bem, desde que a noiva esteja disposta e me ajude nessa tarefa árdua! =)



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Quem dá mais trabalho: a noiva ou a mãe da noiva?
Resposta: Só da trabalho a mãe da noiva que quer casar no lugar da noiva, que quer fazer a festa dela ao invés da filha. Essa sim, acaba com a gente. Porque ficamos no meio do casamento que a filha espera e o que a mãe espera, que geralmente são absolutamente diferentes. E nada é mais frustrante do que olhar nos olhos da filha e ver que ela não quer aquele vestido todo rendado e bordado, mas a mãe insiste e quer porque quer, porque é assim que tem que ser. Isso me deixa meio triste. Mas eu procuro sempre dar ouvidos à noiva, puxar bem a opinião dela e mostrar que as duas coisas podem ser possíveis. Sempre com jeitinho… esse é o segredo de tudo!
O que não pode acontecer num casamento em hipótese nenhuma, além da fuga do noivo com a madrinha?
Resposta: Não pode haver competição entre fornecedores. Todos ali estamos juntos, unidos, para fazer o melhor para aquela festa, para aquela noiva. Não pode um Buffet querer bloquear a cozinha pro Staff, não servir nem água, não aceitar quando a coordenação da festa (eu, no caso) diz que a mesa X não está sendo bem servida, que determinado canto não está chegando água, e não aceitar, fazer tromba, e achar que é pessoal ou é implicância. Todos estamos ali, juntos, para fazer a festa para os NOIVOS, não tem competição, tem união entre todos os fornecedores. Se a noiva contratou 2 vasos pros lounges, mas na hora eu achar que precisamos de mais um ali num cantinho, o florista não tem que ter raiva de fazer, se tiver flor sobrando, e se ele não for usar, não custa nada fazer mais arranjos e encher mais a festa da noiva. Seguir o contrato é fundamental, sempre, mas fazer um extra, uma surpresa, fazer algo que não estava no contrato e surpreender cativa o cliente e os convidados.
Não pode ter ninguém se achando estrela, se achando mais do que outro fornecedor, porque a única pessoa que brilha nesse dia são os noivos e tudo o que eu fizer, pedir, agir nesse momento, será em função do desejo e dos pedidos deles e para o bom andamento da festa.
Qual o maior conselho que você daria para alguém que aceitou hoje um pedido de casamento?
Resposta: Pense bem se quer casar. Em todos os sentidos. Não me entenda mal. Casar é moda. Casar, por mais que algumas neguem, está no sonho de qualquer menina, e todas querem fazer uma festa. Mas, ela custa dinheiro. Fazer a festa faz parte, e acho importantíssimo. Todas as pessoas mais velhas que se casaram e que não fizeram festa de casamento, se arrependeram. Não conheço nenhuma que não incentive a fazer. Parece que ficou faltando alguma coisa.
Mas, no momento em que o mercado imobiliário está uma loucura, e todos os preços de tudo estão nas alturas, é legal o casal pensar junto e ver se vale mais a pena dar entrada num apartamento, ou planejar a festa. É uma questão de prioridade. Há quem possa fazer tudo ao mesmo tempo, mas não é a maioria. Então, é bom tentar ser racional por alguns dias, pensar se conseguirá fazer tudo, fazer contas, ver se os pais ajudarão, com quanto ajudarão, e ter noção de que o custo de uma festa é sempre alto e sempre acima do que foi planejado inicialmente.
Muitas vezes, a cerimonialista acaba virando uma espécie de “fada-madrinha” da noiva. Aquela que vai ajudá-la a resolver todas as dúvidas, problemas e angustias existenciais. Você acaba que virando meio psicóloga em certos momentos?
Resposta: Com certeza! A noiva, primeiro de tudo, tem que se identificar com a cerimonialista. Não tem como contratar alguém que não segue as suas idéias, que acha que tudo tem que ser do jeito dela, que tem as regras de etiqueta como padrão certo e consumado. Cada profissional tem um perfil. Eu tenho o meu e as noivas reparam bem isso no dia do nosso primeiro contato. É fundamental ter esse contato, conversar, mostrar o trabalho, deixar a noiva falar e ver se ela acha que vocês combinam. Não é a cerimonialista que escolhe o cliente, é o cliente que nos escolhe, e é fundamental que as noivas tenham afinidade, intimidade, espaço e liberdade de poder ligar, mandar email e ser respondida rapidamente, ter atenção, saber que pode contar com a pessoa que está contratando. Se o cerimonial fosse apenas a pessoa que te passa os contatos e telefones, sinceramente, hoje em dia não precisaríamos mais dessa profissão. Seria apenas para o dia do casamento, para organizar. Mas, é fundamental ter o poder de escutar e acalmar a noiva, entender o que ela quer ouvir, e estar sempre do lado do seu cliente, atendendo da melhor forma possível e dando atenção sempre.



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 Qual foi sua maior realização como cerimonialista?
Resposta: Essa é a mais difícil de responder! Acho que em todos os casamentos tem algo especial. E chorar numa cerimônia, se emocionar com a noiva entrando, sentir frio na espinha quando os noivos se olham, ver um vídeo e saber de detalhes do casal que você já conhecia antes, saber que aquilo ali ficará marcado na memória dela para a eternidade, não tem preço, não tem nada que pague. Receber um email agradecido, emocionado após o casamento e que te faça chorar, é algo inexplicável. Faz todo o stress e cansaço valer a pena. Não é clichê, não é bobagem. Aquele é um dia único mesmo. E fazer parte disso, a noiva lembrar do profissional central da festa, que é o cerimonial, com carinho, com admiração e sabendo dar o valor que ele merece, é algo que recompensa tudo! Muitas noivas me ligam e me procuram após o casamento, meses depois, pra falar do vídeo. E em alguns casamentos que eu já fiz várias pessoas da família, ou amigas, é uma delícia! A família inteira te conhece, te abraça como se eu fosse convidada, conversa, quer bater papo, é realmente delicioso! Tudo isso junto, é realmente incrível. Mas, dá trabalho! E muito! Ninguém imagina o quanto!!
13) A festa ideal pede…
Resposta: Boa e farta Comida, Boa bebida, um DJ que respeite o que os noivos querem que toque, noivos felizes e na pista (se quiserem que ela realmente bombe), energia boa de todo mundo que está ao seu redor e um cerimonial excelente atento a tudo, pronto pra tudo e que esteja com a equipe 100% integrada e executando tudo o que deve e tem que ser visto e feito durante o evento. Pode não parecer, mas a gente não para. Tem trabalho o tempo todo!



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Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Carolina acesse o blog Carolina Souza Lima.