15 de mar. de 2012

Chamado amor



Eu passei por uns maus bocados tentando pensar em como escrever sobre o amor. Eu não saberia dizer como é, porque pelos olhos de... Bem, praticamente o mundo todo, eu ainda sou uma criança e crianças não amam.  Com esse pensamento em mente (e ele permeou por boas horas) conclui que só existe uma coisa no mundo que poderia me dizer sabiamente o que é o amor:


 A Senhora Nossa Mãe Sétima Arte.


Eu quis, primeiramente, o amor que acabasse bem, que acabasse maravilhosa e belamente, mágico, profundo, infinito e além. Porém, em minha infantil linha de pensamento, conclui que não há amor perfeito, ou há? Amor é amor e ponto. Há o amor que dura enquanto durar a vida, o que dura enquanto tiver de durar e que, no fim, dará espaço para algo mais, para outros amores; o amor distante, o amor monogâmico, o amor hetero e o amor homossexual. E a mãe sétima arte nos mostrou tanto do amor, da mais pura forma de amor!
Houve amor, carinho, uma fagulha de afeto, do primeiro ao último sorriso.
E então, pulando toda a melodramática e preguiçosa introdução, vos trago o primeiro, de tantos filmes, que exibem de alguma forma, isso.

O Clube dos Cinco (the breakfast club) – 1985
Eu sou dos anos 90, o que significa que quando esse filme bombou, eu não tinha planos de nascer tão cedo. Isso não me impediu de assisti-lo, e adora-lo, de todas as formas possíveis. A graça: Não fala de amor, mas sim de nós, crianças, aprendendo tudo sobre a vida, incluindo: o amor.
Não vou resenha-lo aqui, mas farei de tudo para despertar o interesse de vocês para esse filme em especial. Vocês certamente o conhecem, e talvez o tenham por um blockbuster da sessão da tarde, mais um filme adolescente norte-americano...
Mas venhamos e convenhamos... Quem não adora ver a própria juventude estampada em uma tela de cinema? Porque, com certeza, você já se apaixonou pela garota “caso perdido”, pelo “mala”, pela “patricinha”, o “perdedor” ou mesmo o “bonitão” do colégio.  Esse filme somente mostra a face de tudo que você escondeu em si mesmo durante toda a sua adolescência  reprimida(?)  lá, perdida, nos anos 80 ou 90.
E é tão bonita a forma com que eles se odeiam, se reprimem, mantem um preconceito nítido o filme todo... A mocinha sensível que se apaixona pelo último cara na face da terra que ela gostaria de se apaixonar. E ela passa o filme todo reprimindo esse sentimento, porque na adolescência, amor é cafona e ainda sim... Eles amam!
E ele, Judd Nelson, como um bom cavalheiro, cansado de reprimir todos aqueles problemas e sentimentos imbecis e banais comuns da nossa idade, ao ver que conquistou a garota que nunca foi os seus sonhos, comemora, jogando o punho no ar, como vitória. Pois venceu si mesmo, os problemas, os preconceitos, por uma paixão adolescente e que certamente vale a pena.
Vale a pena se arriscar por um filme dos anos 80, cheio de amor bobinho.
Vale a pena amar!






*Maria G. é escritora e aborda, nesse espaço, assuntos relativos a cinema, música e literatura.

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